Ensinaste-me a fazer sopa. Vi-te coser as tuas próprias cortinas. Uma vez que ficaste em minha casa por três semanas, decidiste comprar-me uma montanha de lençóis. As nossas conversas nem sempre eram pacíficas, discutíamos – mas fazíamos sempre as pazes no dia seguinte. Admirava-te imenso. Lutaste contra muitas injustiças – o aluno que te mordeu, em defesa da RAG, a tua doença. Fui a Portugal em Março para te ver – a tua força fez-me acreditar que te veria agora em Outubro. Telefonei-te quando já não me podias ouvir – a tua voz rouca no atendedor do telemóvel. Soube que tinhas morrido na noite antes do teu funeral. De manhã, despedi-me de ti no Hyde Park, aonde gostaria que tivéssemos ido, quando me viesses visitar a Londres.
Ao Luís, aos pais, e a todos os outros amigos de Rita, um enorme abraço.
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