sábado, 15 de novembro de 2008

Em memória da Ana Rita

Ana Rita Canário
Ficaste nos nossos corações
Depois de vermos o teu diário
Aumentaram as emoções

Perdi a melhor amiga
E a vontade de viver
Foi a minha neta querida
Nunca mais a posso ver

Tudo fazia com carinho
Para a minha querida neta
Agora fico mais sozinho
Sem esta amiga certa

Teus pais lutaram sem parar
Para salvar a tua vida
Nos seus corações vais ficar
Como uma filha muito querida

Pagaste o que não devias
Teus pais também não
Este castigo não merecias
Nem esta condenação

Foi um golpe profundo
Nunca mais vai sarar
Tu ficas noutro mundo
E nós ficamos a chorar

É muito bom o teu irmão
Sofre e sente a tua falta
Com esta triste recordação
Nunca esquece esta data

A todos fazes falta
Aos teus pais e teu irmão
Vão recordar esta data
Contigo no coração

Eras protectora dos avós
Quando teu pai não podia
Agora ficamos mais sós
Sem a tua companhia

Éramos uns avós babados
Com o teu nobre talento
Ficavas bem em todo o lado
Até no teu doutoramento

Como estudante e professora
Foste sempre exemplar
Tua formação era boa
Para saberes ensinar

Teus amigos te acompanharam
Até ao teu desaparecimento
Todos estavam chocados
Com o triste acontecimento


Setembro de 2008

Manuel Canário Saraiva

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Rita

18/09/2008

A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
O que me é de direito
E Arrancou-me do peito


Carlos Meca
http://peregrinagem.blogspot.com/

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Rita

Lembras-te, Rita,
Daquela bela época de inocência,
Em que fomos a “melhor amiga” uma da outra?

Diziamo-lo a medo,
Com palavras que queimavam a boca,
beijavam os ouvidos.

Outros tempos, outras realidades se impuseram.
Nunca mais o dissemos uma à outra.

Hoje, minha querida,
Quero dizer-to bem alto,
Como um beijo infinito:

“Minha melhor amiga de sempre:
Minha melhor amiga para sempre”

Sandra
(Setembro de 2009)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Mensagem - Magda

Quelle tristesse!

Rita restera dans nos coeurs par sa gentillesse, son sourire et sa joie de vivre!

Des amis de France:
Magda et Thomas

30 de Setembro de 2008 10:22

Mensagem - Joana



Ensinaste-me a fazer sopa. Vi-te coser as tuas próprias cortinas. Uma vez que ficaste em minha casa por três semanas, decidiste comprar-me uma montanha de lençóis. As nossas conversas nem sempre eram pacíficas, discutíamos – mas fazíamos sempre as pazes no dia seguinte. Admirava-te imenso. Lutaste contra muitas injustiças – o aluno que te mordeu, em defesa da RAG, a tua doença. Fui a Portugal em Março para te ver – a tua força fez-me acreditar que te veria agora em Outubro. Telefonei-te quando já não me podias ouvir – a tua voz rouca no atendedor do telemóvel. Soube que tinhas morrido na noite antes do teu funeral. De manhã, despedi-me de ti no Hyde Park, aonde gostaria que tivéssemos ido, quando me viesses visitar a Londres.


Ao Luís, aos pais, e a todos os outros amigos de Rita, um enorme abraço.



No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta



(Cecília Meireles e Johannes Vermeer)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Time and Eternity

I LOST a world the other day.
Has anybody found?
You ’ll know it by the row of stars
Around its forehead bound.

(Emily Dickinson)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Cantiga de Amigo

Nem um poema nem um verso nem um canto
tudo raso de ausência tudo liso de espanto
e nem Camões Virgílio Shelley Dante

- o meu amigo está longe
e a distância é bastante.

Nem um som nem um grito nem um ai
tudo calado todos sem mãe nem pai
Ah não Camões Virgílio Shelley Dante!
- o meu amigo está longe
e a tristeza é bastante.

Nada a não ser este silêncio tenso
que faz do amor sozinho o amor imenso.
Calai Camões Virgílio Shelley Dante:
o meu amigo está longe
e a saudade é bastante!

(José Carlos Ary dos Santos)

Ausência

Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua

Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

23.9.08

Um adeus à Rita Canário
Não conhecia "bem" a Rita, mas fui-a conhecendo através dos Pais, Beatriz e Rui. A eles, aos amigos consternados que estiveram na 6ª feira passada no Alto de S. João a dizer-lhe adeus, eu deixo ficar o belíssimo texto que encontrei num livro do Mia Couto:

Os que morreram não se retiraram.
Eles viajam na água
Que vai fluindo.
Eles são a água que dorme.
Os mortos não morreram.
Eles escutam
Os vivos e as coisas
Eles escutam as vozes da água.

(Birago Diop. In: Mia Couto, O Outro Pé da Sereia, 2006)
Teresa Vasconcelos
- Publicado por Inquietações Pedagógicas à s 19:58

http://inquietacaopedagogica.blogspot.com/2008/09/um-adeus-rita-canrio.html